domingo, 30 de maio de 2010

"Sou composta por urgências
minhas alegrias são intensas
minhas tristezas, absolutas.
Me entupo de ausências,
me esvazio de excessos.
Eu não caibo no estreito,
eu só vivo nos extremos."

Clarice lispector

quinta-feira, 27 de maio de 2010

.:Mãe, 6 anos de saudade:.

Uma Rosa chamada SARA

Sara, esposa fiel e companheira, mãe carinhosa e compreensiva, tão querida dos amigos e de todas as pessoas que a conheciam.Mulher generosa, bela e vaidosa, perfumada e sensível como uma flor.Partiu tão jovem, tão bonita, tão cheia de vida que é difícil compreendermos e aceitarmos esta perda.

No entanto, observando as rosastalvez encontremos alguma explicação para esta partida tão precoce. Assim como queremos as rosas mais bonitas para enfeitar os momentos importantes de nossas vidas, também DEUS escolheu a rosa mais bela, a mais perfumada para enfeitar o seu jardim.

Sara, ainda precisávamos muito de ti para tomar conta de nós, como sempre fizestes. Não queríamos que tu partisses assim de repente e a tua falta vai nos machucar ainda por muito tempo.Sara, jamais esqueceremos o teu carinho, o teu amor e serás para nós arosa mais bela do nosso jardim e o teu perfume permanecerá conosco para sempree nos guiará para que um dia também alcancemos o JARDIM CELESTIAL onde nós novamente nos encontraremos e nos abraçaremos cheios de afeto e saudade.Até lá Sara, e que DEUS te guarde.

Luiz Candido Gonçalves Coutinho, Rafael, Juliana e Tiago.
* Esta carta foi escrita por meu pai no mesmo mês do falecimento de minha mãe, e em seguida enviada para parentes e amigos. Sendo assim, durante esses 6 anos meu irmão mais velho a reenvia como forma de lembrança a nossa tão querida mãe.

terça-feira, 4 de maio de 2010

.: O vento:.


"... Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz."

O Vento
Los Hermanos
Composição: Rodrigo Amarante

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

.:Irmãos:.

Estava deitada esperando adormecer, dando aquela geral na vida, pensando nas coisas do dia, nas pessoas e em saudade... foi quando me veio a mente os meus irmãos. Que coisa de louco é a irmandade! Como pode, somos sangue do mesmo sangue, feitos com os mesmos "materiais" e ao mesmo tempo somos iguais e diferentes. É incrível pensar nisso. Eu que agora moro longe dos meus irmãos, quando eu encontro com eles, vejo neles um sorriso igual ao meu, um jeito de se expressar, um olhar parecido. Isso pode ser um sinal do despertar da maturidade ou ainda um reflexo da distância , já que quando moramos perto, a correria e o dia-dia faz com que não vejamos essa sutiliza nos gestos e expressões. Talvez seja por isso, que brigamos tanto, pois vemos neles nós mesmos, e é muito difícil aceitar esse reconhecimento.

Com os irmãos temos os nossos primeiros atos de sociedade, principalmente quando aprendemos a dividir, sendo isso, claro, muito difícil . Na minha geração, que é a dos anos 80, onde ainda não tinha essa variedade de brinquedos que tem hoje, sabe o que era mais legal? Era ficar enchendo o saco dos irmãos, que o diga eu com meu irmão mais velho, pensa num guri tinhoso! Estava sempre na minha volta aprontando uma, para eu chorar. Mas eu também não saí por menos, quando veio o caçula...ahh.. eu me vinguei, o coitado tinha que brincar de boneca comigo, tinha que ser meu aluno quando eu brincava de dar aulas... ohh saudade!

Para os meus irmãos eu dedico a minha saudade!
Saudade do que foi e do que é nossa irmandade.
E que mesmos distantes, somos tão semelhantes e muitas vezes tão diferentes.
Saibam ainda, que vocês fazem parte do que sou, pois me reconheço em vocês a cada encontro.

.: Sem direito de sofrer:.


Dworkin (no livro FELICIDADE ARTIFICIAL; EDITORA PLANETA) e Monica (filósofa clínica; professora do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo), questionam um dogma da sociedade contemporânea: a obrigação de ser feliz. Não há espaço para um dia de mau humor ou um momento de crise. O padrão é a felicidade incondicional. "As pessoas não têm mais o direito de sofrer. Então, sofrese em dobro", adverte o escritor francês Pascal Bruckner no livro A EUFORIA PERPÉTUA (ED. BER - TRAND BRASIL). De acordo com o autor, a felicidade deixou de ser um direito para se tornar um dever a partir do século 18, inversão que se consolidou no século 20, depois de 1968, quando o prazer passou a ser o principal valor da sociedade ocidental. Daí houve uma distorção no conceito de felicidade, hoje ligado a uma sucessão de episódios efêmeros de bemestar e emoções de curto prazo.Quem não corresponde à exigência de ser feliz é tido como doente. Para cada estado de espírito, confundido com sintoma, há uma solução fácil: a tristeza é aliviada com antidepressivos; a ansiedade, com tranqüilizantes. Por isso, entre 2001 e 2005 ocorreu uma explosão no consumo de psicotrópicos no Brasil, sobretudo entre mulheres, conforme pesquisa do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas realizada em 108 cidades. "A mulher tem mais probabilidade de sair de um consultório com uma receita de tranqüilizante ou antidepressivo que o homem", avi sa a psiqui atra Florence Kerr Corrêa, da Faculdade de Me dicina da Unesp em Botucatu (SP). As principais usuárias têm entre 35 e 45 anos, estão insatisfeitas com o casamento, com o trabalho, com o corpo ou vivem sob tensão, diz a médica. A pedagoga Denise, 45 anos, casada, dois filhos, pode estar nessa lista: "Tomo Valium há dez anos. Sou preocupada: fico programando o dia seguinte e não consigo dormir. O remédio me ajuda a desligar, relaxar. Na escola onde trabalho, quase todas as mulheres usam algum remédio. Sei que fiquei de pendente, mas adoro tomar o tranqüilizante e desmaiar".
*Esse texto foi lido e retirado por mim da coluna saúde da revista Claúdia/ Editora Abril.

domingo, 27 de dezembro de 2009

.: A depressão do Natal:.

“Há quem sinta tristeza nessa época festiva. Uma das soluções é ajustar a época à vontade própria.”

Ruas e árvores iluminadas, propagandas cheia de apelos ao consumo, centros comerciais lotados de pessoas andando pra lá e pra cá – dando aquela sensação que parece que o mundo vai acabar- e intensas trocas de e-mails, mensagens de fim de ano. Estar com os outros e para os outros é um ritual quase obrigatório, que gera angústia e desconforto em quem não lida bem com o espírito natalino.

A depressão de Natal, ou o estado melancólico que atormenta muitas mentes durante essa época festiva, é comum. Acumula os dissabores de um ano que, no começo, se manifesta promissor: perdas de familiares, crises existenciais (problemas psicológicos ou outras doenças, separações), problemas financeiros e expectativas frustradas. Acompanhado de incómodos físicos ou não, o estado de espírito cinzento traz condutas saudosistas – do tipo -quando eu era criança é que era bom.
“A depressão de Natal é uma reação a uma frustração”, nota a psiquiatra Maria Antónia Frasquilho. No entender da médica, o problema instala-se quando se atribui um significado negativo à esta época do ano, sem qualquer esforço para se adaptar a ela e daí tirar partido. O sofrimento a que muitos se agarram, condenando a febre consumista e a suposta hipocrisia reinante, não ajuda: -Dizer que o Natal é todos os dias também se revela uma ilusão e um pretexto para fugir ao convívio com os outros, que se encara como difícil.

Dar o seu próprio significado à época, reinventando a fórmula que melhor se ajusta a cada um, é a sugestão da clínica.

.: Neste momento:.

...Calma pra contar nos dedos
Beijos pra ficar aqui
Teto para desabar
Você para construir...


Trecho da canção Esconderijo de Ana canãs.